interoperabilidade

Experimente o Novo Validador RCAAP

Experimente o Novo Validador RCAAP

O Projeto RCAAP disponibilizou recentemente a versão beta do novo Validador RCAAP. Esta nova versão pretende tornar mais versátil e alargar o âmbito do tipo de validações disponíveis aos recursos de informação científica.

Usando como interface o protocolo OAI-PMH, este validador analisa os metadados de acordo com diversos contextos de validação como as diretrizes DRIVER, trabalhos financiados pela FCT, pela comissão europeia através das diretrizes OpenAIRE, as teses e dissertações, entre outros perfis. Integrada no processo de agregação do Portal RCAAP, a ferramenta pode ainda ser usada para apoiar planos de preservação de dados, identificando os formatos dos ficheiros através da ferramenta FITS.

O processo de validação de metadados aplica 3 tipos diferentes de validações:

  1. Verifica a presença de elementos (ex: título);
  2. Verifica se o elemento está bem formatado (ex: data);
  3. Verifica se o conteúdo é igual a um vocabulário (ex: dc.rights com base em orientações driver).

Uma das principais novidades da segunda versão do Validador RCAAP é a possibilidade de escolher um determinado conjunto (set do OAI-PMH), ou seja, uma coleção do repositório ou uma secção de uma revista.

Finalmente, integra uma nova interface e uma tradução em Inglês para que esteja disponível para os gestores de repositórios de todo o mundo.

Validador RCAAP 2

Esta atualização do Validador RCAAP disponibiliza uma ferramenta para promover a qualidade do repositório, a sua harmonização e a interoperabilidade a nível nacional e internacional.

Autor: José Carona Carvalho

Gestor de Projeto no Gabinete de Projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Gestão dos serviços de informação, apoio e formação são as áreas de intervenção.

By 5 de Maio de 2015 Read More →
O que é o ORCID?

O que é o ORCID?

Hoje em dia é cada vez mais difícil manter uma lista atualizada do número de publicações que os investigadores desenvolvem, quer orcid_128x128pela diversidade de serviços de informação onde os trabalhos são publicados e distribuidos, quer pela quantidade de trabalhos desenvolvidos em co-autoria. Nos processos de gestão desta informação existiu sempre a problemática da identificação inequívoca do autor, sendo na maior parte dos casos apenas possível ao nível da instituição.

O ORCID (Open Researcher and Contributor Identifier), pretende resolver esse problema através da atribuição de um identificador universal a cada investigador.

ORCID para Investigadores

O ORCID é gratuito para os investigadores e permite a criação de uma conta pessoal onde o autor identifica a sua publicação científica nas bases referenciais disponíveis (ANDS, PubMed Central, ResearcherID, SCOPUS, DataCite, CrossRef…). Para cada uma das fontes, o autor deve autorizar a fonte (base de dados) para associar ao seu perfil e desse modo poder usufruir da integração desenvolvida nessa base de dados para o ORCID.

Por exemplo, se adicionar a CrossRef Metadata Search ao seu perfil ORCID, vai aceder ao serviço já autenticado com a sua conta do ORCID, permitindo a associação dos registos de uma forma mais fácil e integrada.

figura3

Login ORCID integrado no CrossRef

 

Após uma pesquisa, o utilizador tem acesso a um botão que adiciona a produção científica identificada na conta ORCID do utilizador.

figura2

Registo da Pesquisa no CrossRef com ORCID

Este mecanismo permite de forma clara e integrada adicionar os registos à sua conta.

Nos caso dos utilizadores que não seguem diretamente a via do ORCID para ir consultar as bases de dados, existe no próprio sistema (CrossRef Metadada Search neste exemplo) uma opção para efetuar login com as credenciais do ORCID como ilustra a seguinte figura.

figura1

Login no CrossRef Metadata Search com dados do ORCID

Para os investigadores que não possuem os seus trabalhos nas bases de dados ligados ao ORCID, têm sempre a possibilidade de colocar o registo manualmente ou de enviar uma lista de referências bibliográficas em Bibtex.

Veja o vídeo oficial sobre o serviço ORCID que demonstra facilmente como funciona o ORCID.

What is ORCID? from ORCID on Vimeo.

 

ORCID para Organizações

Nas organizações que desenvolvem investigação, como as Universidades, Institutos, Hospitais, etc, o foco de atuação do sistema ORCID está nos relatórios da atividade científica, na consulta dessa informação e na introdução dessa informação nos sistemas internos das instituições.

Por outro lado, permite a criação de contas dos autores atualizadas com as contas institucionais. Finalmente, permite utilizar a informação do ORCID para popular o repositório institucional ou até atualizar o ORCID com base no que está no repositório.

 

Programadores

Enquanto serviço integrado que o ORCID pretende ser, têm feito esforços no sentido de definir novas oportunidades para integrarem os identificadores ORCID nos sistemas existentes e nos seus workflows como nos RIS, sistemas de gestão de revistas, de financiadores e bases de dados sob subscrição. Só a partir do momento em que os dados são integrados localmente é que é depois possível ligar toda a informação e de forma automática ao autor.

Existe documentação para os programadores, onde podem iniciar e conhecer um pouco melhor a API do ORCID (http://support.orcid.org/knowledgebase/articles/180285-introduction-to-the-orcid-api), registar a API de desenvolvimento (http://orcid.org/node/176), e pedir ajuda (http://support.orcid.org/).

Existe também uma apresentação das 5 formas mais comuns de integrar com o ORCID (http://prezi.com/xdrpzjogxqns/orcid-member-integration-guide/):

– Obter o ORCID ID de um utilizador
– Obter dados de um registo ORCID
– Permitir a importação do fornecedor de dados
– Ligar o perfil de utilizador ao sistema de autoridade institucional
– Criar ID´s ORCID para os colaboradores

Pode-se monitorizar a evolução das integrações com o ORCID: http://orcid.org/organizations/integrators/integration-chart assim como as integrações atuais com o ORCID: http://orcid.org/organizations/integrators/current

Para se poder utilizar algumas funcionalidades avançadas do serviço é necessário tornar-se membro institucional e aderir a um dos acordos disponíveis, dependendo do tipo de integração e âmbito desejados.

Autor: José Carona Carvalho

Gestor de Projeto no Gabinete de Projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Gestão dos serviços de informação, apoio e formação são as áreas de intervenção.

By 13 de Novembro de 2014 Read More →
O Portal do Conhecimento de Cabo Verde

O Portal do Conhecimento de Cabo Verde

Resultante de um protocolo de colaboração entre a Universidade do Minho e o Ministério do Ensino Superior, Ciência e Inovação de Cabo Verde (MESCI), o Portal do Conhecimento reúne a produção científica de um conjunto alargado de instituições assim como um acervo bibliográfico de documentos governamentais e históricos sobre Cabo Verde.

Coube ao Gabinete de Projetos Open Access o desenvolvimento do Portal no qual foi adotado um conceito misto de biblioteca digital e de repositório científico. Esta abordagem obrigou à utilização de dois esquemas de metadados distintos, permitindo a separação clara destas duas tipologias de documentos e a adoção das diretrizes DRIVER para os conteúdos científicos.

No levantamento dos recursos disponíveis para integrar o Portal do Conhecimento, existia já o Repositório da Universidade Jean Piaget que foi automaticamente integrado no Portal, permitindo-lhe independência total dos seus conteúdos. Os restantes conteúdos são submetidos automaticamente no Portal pelas respetivas comunidades.

cabo_verde_screenshot

Iniciado em março de 2012, o Portal do Conhecimento conta, dois anos depois, com 581 registos da biblioteca digital e 1638 trabalhos científicos.

Na biblioteca digital existem diversos documentos sobre Cabo Verde assim como equivalências de teses e dissertações.

Ao nível dos trabalhos científicos desenvolvidos em instituições de Cabo Verde, conta principalmente com teses e dissertações, cerca de 60% dos documentos, sendo que cerca de 90% estão disponíveis em língua portuguesa.

O Portal do Conhecimento de Cabo Verde é mais uma iniciativa que contribui para a disponibilização em acesso aberto da produção científica em língua portuguesa!

Autor: José Carona Carvalho

Gestor de Projeto no Gabinete de Projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Gestão dos serviços de informação, apoio e formação são as áreas de intervenção.

By 4 de Agosto de 2014 Read More →
Verifique a visibilidade do seu repositório!

Verifique a visibilidade do seu repositório!

Neste contexto digital de gestão da informação científica é fundamental garantir que a presença na web está otimizada para que os utilizadores encontrem realmente aquilo que procuram.

No contexto dos repositórios de informação científica, as maiores fontes de tráfego continuam a ser os motores de pesquisa como o Google Scholar que identificam, organizam e disponibilizam para pesquisa os conteúdos dos repositórios. Contudo, para que tudo isto funcione é necessário que os repositórios, assim como outros recursos na internet, tenham em atenção alguns aspetos básicos de SEO (Search Engine Optimization).

Cientes da problemática, o DuraSpace, Google Scholar e a @mire desenvolveram e apresentaram na conferência “Open Repositories 2014” uma pequena ferramenta gratuita “DSpace SEO analysis” que pretende analisar rapidamente o seu repositório e identificar eventuais falhas.

DSpace_SEO

Esta análise ao repositório baseia-se no ficheiro “robots.txt” que possui um conjunto de regras com base nessa informação poderá imediatamente ter acesso a um pequeno relatório. Se desejar mais informações deverá solicitar através de email que deve ter o mesmo domínio do endereço do repositório.

Estão previstas mais funcionalidades de futuro, mas para já verifique o seu repositório!

Autor: José Carona Carvalho

Gestor de Projeto no Gabinete de Projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Gestão dos serviços de informação, apoio e formação são as áreas de intervenção.

By 25 de Julho de 2014 Read More →
Uma semana onde se promoveu o Open Access na UMinho e no Mundo

Uma semana onde se promoveu o Open Access na UMinho e no Mundo

Chega ao fim mais uma semana do acesso aberto, onde se vem promovendo o livre acesso ao conhecimento científico e educativo através da dinamização de iniciativas de dimensão local mas integradas num movimento global á escala mundial – www.openaccessweek.org.

Em Portugal foram várias as iniciativas integradas na Open Access Week 2013 (de 21 a 27 de outubro), realizadas em diversas instituições de investigação e ensino superior e muito bem representadas no site nacional www.acessolivre.pt/semana.

Os Serviços de Documentação da Universidade do Minho, através da sua equipa de projetos Open Access, assinalaram a Semana Internacional do Acesso Aberto com duas iniciativas: a primeira, foi a mostra dos “Projetos Open Access nacionais e europeus com participação da Universidade do Minho” que esteve patente na Biblioteca Geral da UM em Braga e na B-in no Campus de Azurém em Guimarães; e a segunda, a organização de um conjunto de 4 webinars para dar a conhecer os recentes desenvolvimentos do movimento pelo Acesso Aberto e fornecer informação relevante sobre projetos nacionais e europeus neste domínio.

Os quatro seminários online e gratuitos foram realizados nos dias 22, 23, 24 e 25 de outubro, sempre às 11h00, e contaram com 93 participantes e com os oradores: Eloy Rodrigues, Clara Boavida, João Moreira, José Carvalho e Pedro Príncipe. Para consulta dos interessados ficam aqui disponibilizadas as gravações e apresentações realizadas:

Todas estas iniciativas assinalaram também o início das comemorações do 10º Aniversário do RepositóriUM – Repositório Institucional da Universidade do Minho – que culminará com uma sessão pública, no próximo dia 20 de novembro, de apresentação do livro “Uma década de Acesso Aberto na UMinho e no Mundo”.

Autor: Pedro Príncipe

Profissional de informação, documentação e comunicação. Actualmente nos serviços de documentação da Univ. Minho como gestor de projectos Open Access - OpenAIRE e OpenAIREplus. Formador de TIC. Vive com paixão!

By 26 de Outubro de 2013 Read More →
IRUS-UK – Estatísticas de Uso de Repositórios Institucionais

IRUS-UK – Estatísticas de Uso de Repositórios Institucionais

Após a participação num webinar sobre este serviço, venho partilhar alguma informação relevante sobre o projeto e outras iniciativas na temática das estatísticas de uso.

O projeto IRUS-UK tem como âmbito disponibilizar as estatísticas de utilização dos repositórios do Reino Unido de acordo com um standard (COUNTER) para que todos tenham a mesma forma de medir, comparar dados que tiveram tratamento igual. 

Do ponto de vista estratégico, o projeto pretende coletar os dados estatísticos, processá-los de acordo com as recomendações da norma COUNTER, devolver essa informação tratada aos utilizadores do repositório, disponibilizar ao JISC (entre outros) um panorama sobre a utilização dos repositórios no Reino Unido e finalmente intermediar o processo com agências financiadoras como o Research Council ou o projeto OpenAIRE.

O projeto tem já vários repositórios integrados (para já DSpace e Eprints) e existem duas formas de enviarem a informação para um ponto central de gestão dos dados:

1 – Através de um código Tracker (tipo o google Analytics) que envia diretamente do servidor local (repositório) para o servidor central onde os dados serão agregados, tratados e apresentados.

2 – Utilizar o protocolo OAI-PMH para enviar os dados para o servidor central.

Devido à quantidade de dados gerados, optaram por usar o primeiro método pois através de OAI-PMH e considerando o crescimento do número de repositórios esse processo pode demorar muito tempo e sobrecarregar os sistemas.

O processamento dos dados no sistema central agrega os eventos recebidos e compila-os em downloads por dia. Organiza-os de acordo com as regras COUNTER e remove os robots e duplos cliques. Num segundo momento, os dados agregados são comparados com os que já existem no sistema central e são adicionados os valores diários, permitindo saber a evolução de downloads de um registo ao longo do tempo.

Existe ainda um terceiro momento no tratamento de dados que consiste em usar o identificador do registo (handle, DOI, ou outro) e através do protocolo OAI-PMH recuperar os metadados associados a esse registo. Desta forma ao identificador inicial ficam associados os restantes metadados, permitindo identificar o autor, título, tipo de documento, etc…

Após o processamento dos dados, toda a informação é apresentada num portal que permite visualizar vários tipos de relatórios com granularidade diária e mensal. Possui exportação em CSV/Excel e no próprio interface do Portal. Além disso, disponibiliza a informação no formato SUSHI com granularidade mensal.

A incorporação das estatísticas nos repositórios está ainda em desenvolvimento, mas será efetuada através de uma API (Web Service).

Este projeto IRUS-UK baseia-se nos resultados do projeto PIRUS2 que serviu de base ao desenvolvimento do serviço SCEUR do projeto RCAAP.

Este serviço baseia-se nas mesmas recomendações que o projeto PIRUS2 e utiliza o protocolo OAI-PMH para agregar os repositórios portugueses. O conceito do Portal agregador foi um pouco diferente no Projeto RCAAP pois foi usado o conceito de estatísticas à medida. Sendo assim o SCEUR é uma ferramenta que permite criar gráficos com base nos dados agregados. Uma diferença significativa entre o IRUS-UK e o SCEUR é que neste último existem mais opções de estatísticas além dos downloads, permitindo aceder às consultas da página de metadados, depósitos, publicações e número de registos.

Outro aspeto interessante no SCEUR é a possibilidade de subscrever por email o resultado de um gráfico. Por exemplo, se fizer um gráfico que mostre os downloads do último mês, pode subscrever esse gráfico todos os meses, recebendo assim automaticamente por correio eletrónico os downloads do último mês.

A temática das estatísticas de uso no contexto dos repositórios institucionais é importantíssima na medida em que permite disponibilizar indicadores da utilização dos recursos disponibilizados em acesso aberto. Além disso, possibilita um conjunto de novos serviços orientados para os diversos públicos (autores, gestores de repositórios, instituição, órgãos financiadores, observatórios nacionais, etc…).

Deve-se contudo olhar para as estatísticas de uso como um dos indicadores do repositório e no futuro conjugá-las com outras como as métricas alternativas. Além disso, assim que forem implementados em larga escala os índices de autoridade relativos ao autor poderemos ter uma visão mais concreta sobre o impacto e visibilidade de um determinado autor por exemplo.

Usando a expressão de Peter Drucker “Não se pode gerir aquilo que não se pode medir”, temos agora a possibilidade de gerir melhor os repositórios!

Autor: José Carona Carvalho

Gestor de Projeto no Gabinete de Projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Gestão dos serviços de informação, apoio e formação são as áreas de intervenção.

By 15 de Abril de 2013 Read More →
Chamada de trabalhos para a 4ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto

Chamada de trabalhos para a 4ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto

A 4ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto (CONFOA) realizar-se-á na Universidade de São Paulo, Brasil, nos dias 6 a 9 de outubro de 2013 e pretende reunir interessados em atividades de investigação, desenvolvimento, gestão de serviços e definição de políticas relacionadas com o acesso aberto à produção científica produzida em instituições de ensino e investigação.

Temas a desenvolver no âmbito da Conferência:

•   Políticas públicas de acesso aberto, mandatos em instituições de ensino, de investigação e desenvolvimento e em agências financiadoras de ciência.
•   Softwares abertos, protocolos de interoperabilidade entre repositórios e outros sistemas de informação de apoio à atividade científica e académica.
•   Repositórios de publicações e dados científicos, revistas científicas e outros.
•   Impacto do acesso aberto na comunidade científica e nos rankings tradicionais e alternativos.
•   Acesso aberto para uma ciência e uma investigação aberta.
•   Auto-arquivo e envolvimento da comunidade científica na construção de repositórios.
•   Direitos de autor.

Serão aceites trabalhos em português, espanhol ou inglês, desde que abordem temáticas relevantes para o contexto luso-brasileiro. Os trabalhos podem ser submetidos até dia 03 de maio de 2013 nas seguintes modalidades:

a) Comunicações – Deverá ser submetido um resumo informativo de 1 a 2 páginas (aproximadamente 500 a 1.000 palavras), contendo: objetivos, metodologia, resultados e conclusões. Para tanto, utilize o formulário de submissão de resumo de comunicação, que deverá ser submetido no sistema durante o processo de submissão.

b) Posteres – Deverá ser submetido um resumo informativo de 1 página (até 500 palavras), contendo: objetivos, metodologia, resultados e conclusões. Para tal, utilize o formulário de submissão de resumo de poster, que deverá ser submetido no sistema durante o processo de submissão.

A 4ª Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto é promovida pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo e conta com o apoio da Universidade do Minho e FCCN – Fundação para o Desenvolvimento da Computação Científica Nacional e do IBICT – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Brasil.

Para submissões e mais informações consulte o website: http://sibi.usp.br/confoa2013

Autor: José Carona Carvalho

Gestor de Projeto no Gabinete de Projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Gestão dos serviços de informação, apoio e formação são as áreas de intervenção.

By 20 de Fevereiro de 2013 Read More →
O Conselho da União Europeia manifestou apoio ao princípio do Open Access

O Conselho da União Europeia manifestou apoio ao princípio do Open Access

Nos dias 18 e 19 de fevereiro realizou-se o Conselho da União Europeia dedicado à Competitividade (3223rd session of the Council of the European Union – COMPETITIVENESS – Internal market, Industry, Research, Space). Participaram nesta reunião, para além de diversos membros da Comissão Europeia, representantes de todos os estados membros, que em muitos casos eram ministros da ciência e/ou educação (como no caso de Portugal que foi representado pelo ministro Nuno Crato). Um dos temas principais da reunião foi o acesso à informação científica (à luz dos documentos da Comissão – a Comunicação e a Recomendação aos Estados-Membros – difundidos em julho de 2012).

De acordo com a Press Release da reunião já distribuída, os Estados-Membros apoiaram a ideia de promover o acesso mais generalizado e rápido às publicações científicas, ajudando os investigadores e as empresas a usar  os resultados da investigação com financiamento público, reconhecendo que isto contribuirá para aumentar a capacidade de inovação europeia, para enfrentar os desafios societais e para facilitar o acesso às descobertas científicas pelos cidadãos. Os Estados-Membros  acolheram com agrado a visão da Comissão de tornar o acesso aberto às publicações um princípio geral do novo programa quadro de investigação, o “Horizonte 2020”, tendo apresentado algumas das iniciativas que já desenvolvem a nível nacional.

Finalmente, os Estados-Membros concordaram na necessidade de promover normas e critérios de implementação comuns, incluindo infraestruturas interoperáveis, para que se possa obter o máximo benefício do acesso aberto de forma sustentável no quadro da European Research Area.  Neste âmbito temos notícia que o OpenAIRE, no qual participamos, foi mencionado por muitos dos representantes nacionais neste debate.

A Comissária Máire Geoghegan-Quinn (que foi uma das participantes na reunião) apresentou uma breve síntese do debate na conferência de imprensa que se seguiu à reunião.

As notícias da reunião do Conselho da União Europeia, com a concordância generalizada com a definição de políticas e implementações  convergentes,  são portanto animadoras para o desenvolvimento do acesso aberto na Europa. Mas agora é necessário que as “boas intenções” sejam concretizadas na prática, nomeadamente em Portugal onde desde outubro de 2012 esperamos pela anunciada política da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Autor: Eloy Rodrigues

Diretor dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho

By 19 de Fevereiro de 2013 Read More →
Dados Científicos e CKAN – Software de Gestão de Dados Abertos

Dados Científicos e CKAN – Software de Gestão de Dados Abertos

A crescente disponibilização em acesso aberto da publicação científica fez emergir a necessidade do acesso aos dados científicos que deram origem à publicação. Não só como uma forma de comprovar o estudo inicial mas como partilha de informação para outros estudos derivados dos mesmos dados.

O conceito de disponibilização gratuita dos dados vai ao encontro da filosofia do acesso aberto em geral: “Open data is data that can be freely used, reused and redistributed by anyone – subject only, at most, to the requirement to attribute and sharealike.” por OpenDefinition.org

Existem diversos tipos de dados que são registados, quer a nível de projetos de investigação em instituições quer para entidades governamentais. A título de exemplo podemos indicar dados científicos, estatísticos, financeiros, meteorológicos, etc. No contexto da publicação científica interessará analisar os dados científicos em particular.

Um número crescente de políticas de financiadores de investigação científica tem vindo a contemplar o depósito e acesso aberto aos dados científicos. Por exemplo, no próximo programa quadro de investigação da EU, o Horizonte 2020 está previsto um projeto-piloto de acesso aberto aos dados científicos produzidos pelos projetos financiados.

Para dar resposta à crescente necessidade de depósito, acesso e reutilização dos dados científicos, a Open Knowledge Foundation desenvolveu o CKAN (http://ckan.org), uma plataforma open-source para gestão de dados científicos, disponibilizando ferramentas para publicação, partilha, recuperação e uso dos dados. Inicialmente desenvolvida para o projeto http://Datahub.io, é agora usada por várias iniciativas no mundo como o portal de dados governamentais do Reino Unido http://data.gov.uk, o portal europeu de dados públicos http://publicdata.eu ou a iniciativa nacional Dados.gov (http://www.dados.gov.pt).

As principais funcionalidades deste sistema são:

Publicação e Pesquisa – Permite a publicação através da importação ou submissão online, pesquisa livre ou por palavras-chave e consulta do histórico dos dados.

Armazenamento e gestão dos dados – Guarda os dados e respetivos metadados e permite a sua visualização através de tabelas, gráficos ou mapas. Permite-lhe também obter estatísticas sobre a utilização dos dados além de permitir a pesquisa espacial num mapa por exemplo.

Interoperabilidade – Permite criar redes de repositórios de dados federados e integrar o sistema com gestores de conteúdos (CMS) e criar uma comunidade de utilizadores em redor dos dados.

Extensível e personalizável – Além de ser disponibilizado no modelo de desenvolvimento open-source, existem diversas extensões que podem ser integradas com base nas necessidades de cada contexto.

Esta aplicação, e considerando a sua arquitetura e funcionalidades apresentadas, poderá ser um promotor da gestão consertada dos dados científicos pelas instituições e aumentar o número de datasets disponíveis em acesso aberto.

Autor: José Carona Carvalho

Gestor de Projeto no Gabinete de Projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Gestão dos serviços de informação, apoio e formação são as áreas de intervenção.

By 18 de Fevereiro de 2013 Read More →
Relatório do Estado da Arte da Interoperabilidade dos Repositórios

Relatório do Estado da Arte da Interoperabilidade dos Repositórios

A Confederation of Open Access Repositories (COAR) publicou, durante a semana do Acesso Aberto de 2012, o relatório “The Current State of Open Access Repository Interoperability (2012).

Este relatório oferece uma visão panorâmica da interoperabilidade nos repositórios, focando-se em sete áreas principais e descrevendo dezanove iniciativas de interoperabilidade.

Os principais destinatários deste relatório são as instituições e gestores de repositórios que estejam ou pretendam estar envolvidos em promover a interoperabilidade dos seus repositórios com outros sistemas de informação.

O texto completo do relatório pode ser descarregado aqui.

Autor: Eloy Rodrigues

Diretor dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho

By 25 de Outubro de 2012 0 Comments Read More →
Workshop sobre Repositórios Open Access no 11º Congresso BAD

Workshop sobre Repositórios Open Access no 11º Congresso BAD

“Repositórios Open Access – novos serviços de apoio à atividade científica e académica” foi o tema do workshop apresentado pela equipa dos Projetos Open Access da Universidade do Minho no âmbito do 11º Congresso BAD.

Esta sessão integrada nos workshops pré-congresso abordou a interoperabilidade entre os repositórios e outros sistemas de informação de apoio à atividade científica e académica e a demonstração de serviços de valor acrescentado para repositórios.

Apresentações realizadas:

Parte 1 – Introdução

Parte 2 – Visão do Repositório Institucional

Parte 3 – Visão Nacional

Parte 4 – Perspetiva Internacional

Autor: José Carona Carvalho

Gestor de Projeto no Gabinete de Projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Gestão dos serviços de informação, apoio e formação são as áreas de intervenção.

Open Journal Systems no Portal RCAAP

Open Journal Systems no Portal RCAAP

Com a introdução de revistas científicas nos recursos do Portal RCAAP foi necessário reformular as “Condições de Agregação do Portal RCAAP”, tanto para a aceitação dos conteúdos revistas científicas como para o caso dos dados científicos.

Estas condições definem quais as características dos metadados e os requisitos técnicos necessários para que as revistas científicas passem a ser agregadas no Portal RCAAP.

Ainda no âmbito deste projeto, foi criado o Serviço de Alojamento de Revistas Científicas (SARC) com o Open Journal System (OJS), um sistema open-source com provas dadas pelo mundo fora e com algumas instâncias já em funcionamento em Portugal.

O Tutorial AGREGAÇÃO DE REVISTAS CIENTÍFICAS COM OJS NO PORTAL RCAAP pretende descrever quais os passos necessários para que as revistas que utilizam este sistema possam de forma mais automatizada, integrar o Portal RCAAP, dando-lhe ainda maior visibilidade e ir ao encontro do que são as diretrizes DRIVER.

Este recurso disponibilizado pelo Projeto RCAAP revela-se de grande utilidade mesmo para quem não tem grandes conhecimentos técnicos!

URL: http://projecto.rcaap.pt/index.php/lang-pt/consultar-recursos-de-apoio/remository?func=fileinfo&id=352

 

Autor: José Carona Carvalho

Gestor de Projeto no Gabinete de Projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Gestão dos serviços de informação, apoio e formação são as áreas de intervenção.