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Experimente o Novo Validador RCAAP

Experimente o Novo Validador RCAAP

O Projeto RCAAP disponibilizou recentemente a versão beta do novo Validador RCAAP. Esta nova versão pretende tornar mais versátil e alargar o âmbito do tipo de validações disponíveis aos recursos de informação científica.

Usando como interface o protocolo OAI-PMH, este validador analisa os metadados de acordo com diversos contextos de validação como as diretrizes DRIVER, trabalhos financiados pela FCT, pela comissão europeia através das diretrizes OpenAIRE, as teses e dissertações, entre outros perfis. Integrada no processo de agregação do Portal RCAAP, a ferramenta pode ainda ser usada para apoiar planos de preservação de dados, identificando os formatos dos ficheiros através da ferramenta FITS.

O processo de validação de metadados aplica 3 tipos diferentes de validações:

  1. Verifica a presença de elementos (ex: título);
  2. Verifica se o elemento está bem formatado (ex: data);
  3. Verifica se o conteúdo é igual a um vocabulário (ex: dc.rights com base em orientações driver).

Uma das principais novidades da segunda versão do Validador RCAAP é a possibilidade de escolher um determinado conjunto (set do OAI-PMH), ou seja, uma coleção do repositório ou uma secção de uma revista.

Finalmente, integra uma nova interface e uma tradução em Inglês para que esteja disponível para os gestores de repositórios de todo o mundo.

Validador RCAAP 2

Esta atualização do Validador RCAAP disponibiliza uma ferramenta para promover a qualidade do repositório, a sua harmonização e a interoperabilidade a nível nacional e internacional.

Autor: José Carona Carvalho

Gestor de Projeto no Gabinete de Projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Gestão dos serviços de informação, apoio e formação são as áreas de intervenção.

By 5 de Maio de 2015 Read More →
O que é o ORCID?

O que é o ORCID?

Hoje em dia é cada vez mais difícil manter uma lista atualizada do número de publicações que os investigadores desenvolvem, quer orcid_128x128pela diversidade de serviços de informação onde os trabalhos são publicados e distribuidos, quer pela quantidade de trabalhos desenvolvidos em co-autoria. Nos processos de gestão desta informação existiu sempre a problemática da identificação inequívoca do autor, sendo na maior parte dos casos apenas possível ao nível da instituição.

O ORCID (Open Researcher and Contributor Identifier), pretende resolver esse problema através da atribuição de um identificador universal a cada investigador.

ORCID para Investigadores

O ORCID é gratuito para os investigadores e permite a criação de uma conta pessoal onde o autor identifica a sua publicação científica nas bases referenciais disponíveis (ANDS, PubMed Central, ResearcherID, SCOPUS, DataCite, CrossRef…). Para cada uma das fontes, o autor deve autorizar a fonte (base de dados) para associar ao seu perfil e desse modo poder usufruir da integração desenvolvida nessa base de dados para o ORCID.

Por exemplo, se adicionar a CrossRef Metadata Search ao seu perfil ORCID, vai aceder ao serviço já autenticado com a sua conta do ORCID, permitindo a associação dos registos de uma forma mais fácil e integrada.

figura3

Login ORCID integrado no CrossRef

 

Após uma pesquisa, o utilizador tem acesso a um botão que adiciona a produção científica identificada na conta ORCID do utilizador.

figura2

Registo da Pesquisa no CrossRef com ORCID

Este mecanismo permite de forma clara e integrada adicionar os registos à sua conta.

Nos caso dos utilizadores que não seguem diretamente a via do ORCID para ir consultar as bases de dados, existe no próprio sistema (CrossRef Metadada Search neste exemplo) uma opção para efetuar login com as credenciais do ORCID como ilustra a seguinte figura.

figura1

Login no CrossRef Metadata Search com dados do ORCID

Para os investigadores que não possuem os seus trabalhos nas bases de dados ligados ao ORCID, têm sempre a possibilidade de colocar o registo manualmente ou de enviar uma lista de referências bibliográficas em Bibtex.

Veja o vídeo oficial sobre o serviço ORCID que demonstra facilmente como funciona o ORCID.

What is ORCID? from ORCID on Vimeo.

 

ORCID para Organizações

Nas organizações que desenvolvem investigação, como as Universidades, Institutos, Hospitais, etc, o foco de atuação do sistema ORCID está nos relatórios da atividade científica, na consulta dessa informação e na introdução dessa informação nos sistemas internos das instituições.

Por outro lado, permite a criação de contas dos autores atualizadas com as contas institucionais. Finalmente, permite utilizar a informação do ORCID para popular o repositório institucional ou até atualizar o ORCID com base no que está no repositório.

 

Programadores

Enquanto serviço integrado que o ORCID pretende ser, têm feito esforços no sentido de definir novas oportunidades para integrarem os identificadores ORCID nos sistemas existentes e nos seus workflows como nos RIS, sistemas de gestão de revistas, de financiadores e bases de dados sob subscrição. Só a partir do momento em que os dados são integrados localmente é que é depois possível ligar toda a informação e de forma automática ao autor.

Existe documentação para os programadores, onde podem iniciar e conhecer um pouco melhor a API do ORCID (http://support.orcid.org/knowledgebase/articles/180285-introduction-to-the-orcid-api), registar a API de desenvolvimento (http://orcid.org/node/176), e pedir ajuda (http://support.orcid.org/).

Existe também uma apresentação das 5 formas mais comuns de integrar com o ORCID (http://prezi.com/xdrpzjogxqns/orcid-member-integration-guide/):

– Obter o ORCID ID de um utilizador
– Obter dados de um registo ORCID
– Permitir a importação do fornecedor de dados
– Ligar o perfil de utilizador ao sistema de autoridade institucional
– Criar ID´s ORCID para os colaboradores

Pode-se monitorizar a evolução das integrações com o ORCID: http://orcid.org/organizations/integrators/integration-chart assim como as integrações atuais com o ORCID: http://orcid.org/organizations/integrators/current

Para se poder utilizar algumas funcionalidades avançadas do serviço é necessário tornar-se membro institucional e aderir a um dos acordos disponíveis, dependendo do tipo de integração e âmbito desejados.

Autor: José Carona Carvalho

Gestor de Projeto no Gabinete de Projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Gestão dos serviços de informação, apoio e formação são as áreas de intervenção.

By 13 de Novembro de 2014 Read More →
Verifique a visibilidade do seu repositório!

Verifique a visibilidade do seu repositório!

Neste contexto digital de gestão da informação científica é fundamental garantir que a presença na web está otimizada para que os utilizadores encontrem realmente aquilo que procuram.

No contexto dos repositórios de informação científica, as maiores fontes de tráfego continuam a ser os motores de pesquisa como o Google Scholar que identificam, organizam e disponibilizam para pesquisa os conteúdos dos repositórios. Contudo, para que tudo isto funcione é necessário que os repositórios, assim como outros recursos na internet, tenham em atenção alguns aspetos básicos de SEO (Search Engine Optimization).

Cientes da problemática, o DuraSpace, Google Scholar e a @mire desenvolveram e apresentaram na conferência “Open Repositories 2014” uma pequena ferramenta gratuita “DSpace SEO analysis” que pretende analisar rapidamente o seu repositório e identificar eventuais falhas.

DSpace_SEO

Esta análise ao repositório baseia-se no ficheiro “robots.txt” que possui um conjunto de regras com base nessa informação poderá imediatamente ter acesso a um pequeno relatório. Se desejar mais informações deverá solicitar através de email que deve ter o mesmo domínio do endereço do repositório.

Estão previstas mais funcionalidades de futuro, mas para já verifique o seu repositório!

Autor: José Carona Carvalho

Gestor de Projeto no Gabinete de Projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Gestão dos serviços de informação, apoio e formação são as áreas de intervenção.

By 25 de Julho de 2014 Read More →
Timeline Open Access UMinho

Timeline Open Access UMinho

No contexto da Semana Internacional do Open Access e das iniciativas de celebração do 10º aniversário do RepositóriUM, foi realizada uma mostra sobre os “Projetos Open Access nacionais e europeus com participação da Universidade do Minho”, da qual resultou a timeline que destaca os principais acontecimentos ligados ao Open Access e ao RepositóriUM.

(clique para obter a versão em PDF)

Para

Autor: José Carona Carvalho

Gestor de Projeto no Gabinete de Projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Gestão dos serviços de informação, apoio e formação são as áreas de intervenção.

By 1 de Novembro de 2013 Read More →
Anotar em conformidade – Open Annotation

Anotar em conformidade – Open Annotation

Baseado num conceito antigo, o conceito de anotação tem ganho vários adeptos e são já muitas as iniciativas no contexto digital que recorrem a esse processo. Basicamente, a anotação é um processo que permite adicionar mais informação a um recurso ou objeto.

A maior parte dos utilizadores já conhecem esse processo através das funcionalidades dos editores de texto, tipo MS Word, com a possibilidade de comentar os conteúdos. Esse conceito alarga-se a outras ferramentas como leitores de PDF por exemplo, para citar apenas os mais comuns.

No contexto web, são várias as iniciativas que permitem desenvolver a anotação, como por exemplo o Diigo, o Web Notes, o Marker, o Speakingimage ou até o Youtube, através dos comentários incluídos nos vídeos e muitas vezes usados para fins promocionais. Por exemplo, num contexto mais relacionado com a produção científica, o Mendeley possui já incluída esta característica (http://www.mendeley.com/features/read-and-annotate & http://blog.mendeley.com/tipstricks/how-to-series-how-to-export-your-annotations-alone-or-with-your-pdf-part-8-of-12).

A iniciativa Open Annotation tem trabalhado recentemente na especificação “Open Annotation Core Data Model”  que define um framework de interoperabilidade na criação de associações entre recursos e anotações, utilizando uma metodologia compatível com a arquitetura da internet. Esta especificação adequa-se a diversos contextos de utilização, como comentar uma página web com outra página web, anotar uma imagem com uma nota, comentar vídeos ou partes de vídeos, anotar mapas, anotar vários objetos em simultâneo, etc… (ver mais em: http://www.w3.org/community/openannotation/wiki/Cookbook).

Com base nesta iniciativa, surge o projeto Hypothes.is, que pretende ser uma plataforma aberta para a avaliação colaborativa do conhecimento. Combina a possibilidade de se anotar até ao nível da frase, permitindo uma revisão colaborativa a referências, notícias, blogs, artigos científicos, livros, legislação, regulamentos, código de software, etc.

Consulte os 12 princípios inerentes a este projeto: http://hypothes.is/principles.

A definição da especificação e o conjunto de iniciativas em curso para o processo de anotação permitirão começar a delinear algum trabalho na área dos sistemas de informação para a ciência, nomeadamente na inclusão de processos de peer-review abertos a toda a comunidade, a possibilidade de obtenção de mais métricas alternativas sobre o conteúdo científico, o enriquecimento substancial do conteúdo e a promoção de ligações a conteúdos relacionados, tendo como base a perceção da comunidade de utilizadores.

Autor: José Carona Carvalho

Gestor de Projeto no Gabinete de Projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Gestão dos serviços de informação, apoio e formação são as áreas de intervenção.

By 31 de Outubro de 2013 Read More →
Harvard Open Access Project (HOAP)

Harvard Open Access Project (HOAP)

O projeto HOAP foi lançado em 2011 como forma de promover o acesso aberto no seio da Universidade de Harvard. Reúne um conjunto interessante de informação sobre as boas práticas na implementação de políticas de acesso aberto, assim como ligações para outros sítios web relacionados com os mais diversos temas do acesso aberto. Conta com um mentor muito especial, o Peter Suber, que coordena o projeto.

As informações sobre este projeto e todos os recursos produzidos estão reunidos e acessíveis através deste endereço: http://cyber.law.harvard.edu/hoap/Main_Page

Autor: Clara Parente Boavida

Membro da equipa de projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. A desempenhar funções como Open Access Advisor desde 2009.

By 21 de Novembro de 2012 0 Comments Read More →
OASIS – Open Access Scholarly Information Sourcebook

OASIS – Open Access Scholarly Information Sourcebook

Geralmente, associamos a ideia de oásis a deserto, a algo que fornece um bem precioso onde ele não existe ao seu redor. Mas no caso deste OASIS – Open Access Scholarly Information Sourcebook – a história é quase a inversa. De facto, existe hoje uma grande abundância de recursos de informação sobre o Open Access, pelo que o grande valor do OASIS é apresentar uma excelente seleção de recursos básicos e essenciais, organizados de uma forma que me parece muito adequada.

O OASIS visa constituir-se como uma espécie de manual sobre o Acesso Aberto, que abrange o conceito, os princípios, as vantagens, as abordagens e os meios para alcançá-lo. O OASIS está organizado por públicos (Investigadores, Bibliotecários, Editores de revistas, Dirigentes académicos, Público em geral e Estudantes) e por tipos de conteúdos (Briefing Papers, Guides and Overviews, Video, Presentations, etc.).

Dois dos recursos incluídos poderão vir a merecer uma referência própria neste site num futuro próximo, mas ficam desde já aqui assinalados: o Open Access Map (um mapa que pretende representar o crescimento do Open Access no mundo e o Open Access Tracking Project (um feed de notícias sobre o Open Access).

Em síntese, o OASIS (http://www.openoasis.org) é um recurso de grande utilidade para quem se interessa ou trabalha com as questões do Acesso Aberto ao Conhecimento.

Autor: Eloy Rodrigues

Diretor dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho

By 3 de Setembro de 2012 Read More →
COAR – Confederation of Open Access Repositories

COAR – Confederation of Open Access Repositories

A Confederation of Open Access Repositories (COAR) é uma associação em rápido crescimento criada em outubro de 2009, relacionada com iniciativas na área dos repositórios. Neste momento a associação congrega e representa 90 instituições de todo o mundo (Europa, América Latina, Ásia e América do Norte), constituindo a sua missão primordial, promover uma maior visibilidade e aplicação dos resultados resultantes de investigação através de redes globais de repositórios digitais de Acesso Aberto.

Através das instituições membro, a COAR está trabalhar no desenvolvimento de uma comunidade de repositórios de Acesso Aberto com práticas universais, em diferentes países, regiões e disciplinas. A visão da COAR assenta numa infraestrutura de conhecimento global de repositórios sustentada numa rede de Acesso Aberto. Atualmente, a COAR possui três grupos de trabalho ativos, cada um com o seu próprio conjunto de responsabilidades, objetivos e finalidades.

Como aderir à COAR

Ao aderir à COAR numa fase inicial do seu desenvolvimento poderá traduzir-se numa maior participação e na capacidade de contribuir para a prossecução dos objetivos da organização, tais como, a interoperabilidade, a sensibilização e promoção de repositórios OA, apoiar a comunidade de repositórios e trabalho em rede com parceiros em áreas afins.

A COAR oferece várias formas de participação, incluindo memberships individuais, de grupo, bem como, a oportunidade de participar como parceiro.

Pode visitar a COAR nas redes sociais:  Facebook ou Twitter.

Website: http://www.coar-repositories.org

Autor: Ricardo Saraiva

Gestor do RepositóriUM – repositório institucional da Universidade do Minho.

By 2 de Agosto de 2012 Read More →