By 1 de Março de 2013 Read More →

Um mês extraordinário para o Open Access

Fevereiro era já um mês marcante para o Open Access. Foi em 14 de Fevereiro de 2002 que a Declaração de Budapeste sobre o Acesso Aberto foi tornada pública, e foi precisamente dez anos depois, para assinalar esse marco, que de novo se reuniram em Budapeste trinta ativistas do Open Access de todo o mundo, que produziram novas recomendações para promover e orientar o desenvolvimento do Acesso Aberto na próxima década. E o mês de Fevereiro de 2013 irá provavelmente ter também um lugar muito especial na história do Open Access, como um mês extraordinário, em que se registaram progressos notáveis, alguns dos quais já não terão recuo possível.

Ainda é muito cedo para o afirmar, e sobretudo demasiado cedo para “cantar vitória”, mas parece-me que a meta  discutida há um ano em Budapeste transformar o Acesso Aberto como o método normal e padrão para a distribuição de nova literatura científica em todas as disciplinas e em todos os países nos próximos dez anos, ficou indiscutivelmente mais à vista, e mais atingível.

O mês teve um início muito auspicioso, aqui na Universidade do Minho, com a realização do UMinho Open Access Seminar, mas foi a partir do dia 14 de Fevereiro que as grandes notícias se foram acumulando. Damos aqui breve nota desta fantástica cronologia:

  • 20 de Fevereiro – O governo alemão tornou público um pré-projeto para a revisão da lei alemã de direitos de autor (Urheberrechtsgesetz), nos termos do qual os autores de publicações que tenham sido financiadas, pelo menos com 50%, por dinheiros públicos, independentemente de qualquer licença que tenham assinado com editores, manterão o direito de disponibilizar em acesso aberto essas publicações, ao fim de 12 meses da dta de publicação.

Com tantos acontecimentos importantes, julgo que no final de Fevereiro de 2013 aproximámo-nos mais do que um mês do acesso aberto universal, em todas as disciplinas e todos os países.  Há que aproveitar este “empurrão”, para percorrer o longo caminho que ainda temos pela frente, nos próximos meses e anos…

Autor: Eloy Rodrigues

Diretor dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho

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